Friday, July 29, 2005

Obrigado

Sim, obrigado por enxugares os meus olhos que lacrimejavam sem eu me dar conta e tornares clara a minha vista até então turva e desajustada. Vejo agora para além das ligações atómicas que por si só já não me dizem tudo, já me dizem nada. Porque sim, essas estão exploradas, essas têm um lógica finita pela qual é impossível reger a minha vida. Quero mais, quero a metafísica emanada por cada sorriso teu, por cada leve toque que percorre os meus traços e me permite tocar ao de leve o céu.

Dispenso as palavras, o gosto, não oiço, fecho os olhos. Todo o meu ser está à flor da pele e depende da tua presença para se expressar, para continuar. Quero-te sempre como minha confidente quero sempre seguir os teus passos flutuantes, contempla-los um a um, enriquecer-me com o auge da tua perfeição.

Vejo o meu reflexo nos teus olhos como se dentro de ti guardasses parte de mim; parte de mim que encontrei em ti e que é tua por direito.

Um (e)terno obrigado.

1 comment:

Ivo Brandão said...

Os sorrisos também são feitos daquilo que não se vê, dos segredos, muitas vezes... O equilíbrio foi feito para ser buscado. E encontrado. Lendo o comentário ternurento que a Bazinha deixou no meu blog, juntamente com este texto................