Sim, obrigado por enxugares os meus olhos que lacrimejavam sem eu me dar conta e tornares clara a minha vista até então turva e desajustada. Vejo agora para além das ligações atómicas que por si só já não me dizem tudo, já me dizem nada. Porque sim, essas estão exploradas, essas têm um lógica finita pela qual é impossível reger a minha vida. Quero mais, quero a metafísica emanada por cada sorriso teu, por cada leve toque que percorre os meus traços e me permite tocar ao de leve o céu.
Dispenso as palavras, o gosto, não oiço, fecho os olhos. Todo o meu ser está à flor da pele e depende da tua presença para se expressar, para continuar. Quero-te sempre como minha confidente quero sempre seguir os teus passos flutuantes, contempla-los um a um, enriquecer-me com o auge da tua perfeição.
Vejo o meu reflexo nos teus olhos como se dentro de ti guardasses parte de mim; parte de mim que encontrei em ti e que é tua por direito.
Um (e)terno obrigado.
Friday, July 29, 2005
Tuesday, July 19, 2005
"Somos do tamanho dos nossos sonhos."
Perco-me subitamente em fantasias inóspitas e surreais. Vagueio desesperadamente no desconhecido em busca da excepção que me faça fugir à regra. Deixo-me fluir. Com estas palavras, neste papel, sou capaz. Palavras expiradas pela alma. Desejos trancados na minha submissão.
Porém, brota em mim uma rebeldia inconstante, uma sede insaciável de liberdade.
Sinto cada vez mais como meu, o chão que piso, o ar que respiro, o leito que me alberga. Tenho um lugar no mundo. Um lugar que conquistei a partir do momento em que tomei consciência daquilo que sou, a partir do momento em que tracei o meu caminho com o meu esforço estampado no suor das minhas mãos. Ninguém o poderia fazer por mim.
Inspiro agora uma brisa fresca que me sabe a lua e a noite. Sinto-me viva, como nunca antes senti! O mundo sorriu para mim. E eu simplesmente ergui os braços e abracei-o com força. Nada me vai fazer perde-lo.
Porém, brota em mim uma rebeldia inconstante, uma sede insaciável de liberdade.
Sinto cada vez mais como meu, o chão que piso, o ar que respiro, o leito que me alberga. Tenho um lugar no mundo. Um lugar que conquistei a partir do momento em que tomei consciência daquilo que sou, a partir do momento em que tracei o meu caminho com o meu esforço estampado no suor das minhas mãos. Ninguém o poderia fazer por mim.
Inspiro agora uma brisa fresca que me sabe a lua e a noite. Sinto-me viva, como nunca antes senti! O mundo sorriu para mim. E eu simplesmente ergui os braços e abracei-o com força. Nada me vai fazer perde-lo.
Thievery Corporation @ CDM

No passado dia 14, na sala 1 da Casa da Música (Porto) deixei os meus problemas subirem e debaterem uma estranha luta com a parede que delimita o seu topo ao som de Hilton e Garza.
Através de melodias samba, reggae, pop/rock sempre com uma pitada alternativa e electrónica desta dupla norte-americana em conjunto com os artistas que com eles trabalham todo o auditório se movia numa dança leve e contida de quem se deixa levar e se apaixona por cada som emanado daquele palco.
Saturday, July 16, 2005
Está-nos no sangue
Podessemos nós abdicar do que é visto por olhares alheios e interpretado por mentes denegridas e o mundo seria melhor. Mas não, o nosso ego, por vezes inflamado assume o comando das nossas atitudes e domina o nosso quotidiano. Está-nos no sangue essa maldita dependência do que nos rodeia para que se possa caminhar de cabeça erguida, sem olhar para trás, com pompa e circunstância. Em vez disso estamos sujeitos por vezes a viver a vida que nos rodeia e não só a nossa. Tu menos, eu mais; hoje muito, amanhã pouco; não nos enganemos dizendo que sempre agimos segundo os nossos princípios, estão-nos no sangue os resquícios da aparência.
Há quem tente minimizar, há quem reconheça e condene em si tais vestígios, mas em contrapartida há quem faça de tal comportamento um estilo de vida, uma religião onde são Deus e como tal julgam pecadores escolhidos a dedo e os tentam aniquilar como se de vermes se tratassem.
O nosso primeiro passo em falso não terá perdão.
Há quem tente minimizar, há quem reconheça e condene em si tais vestígios, mas em contrapartida há quem faça de tal comportamento um estilo de vida, uma religião onde são Deus e como tal julgam pecadores escolhidos a dedo e os tentam aniquilar como se de vermes se tratassem.
O nosso primeiro passo em falso não terá perdão.
Monday, July 11, 2005
Uma lufada de ar fresco
Bate-me uma abafada brisa na cara. O ar emana um perfume a peixe e a maresia e a areia quente alberga as toalhas daqueles que se deleitam ao sol enquanto o mar rebenta ruidosamente nas rochas. Fecho os olhos. Quanta paz. Quanta mistura de sabores e odores. Que cenário tão belo. Um bem-haja à mão fértil da Natureza que criou um lugar tão puro. Olho o horizonte, o limite entre o céu e a terra, como queria lá chegar! Talvez seja lá o paraíso de que todos falam, talvez esteja lá a felicidade por que todos anseiam, ou então simplesmente o nada, o vazio, paz. Que lindo conjunto foi aqui formado: água fria e salgada sobre a areia fina e quente e o sol que se perde pouco a pouco no desconhecido para vir dar lugar à noite que vem acompanhada de uma brisa fresca provocada pelo movimento brusco das ondas. Que quadro tão belo foi aqui pintado! Aqui sinto-me de novo uma criança em busca do melhor local para construir o seu castelo de areia.
Bem-vinda
Podem agora contar com "Apenas mais um" membro neste blog. Alguém a quem eu apenas confio a minha vida e agora partilho este canto onde tenho deixado desabafos, sentimentos, opiniões, gostos, etc.
O "Apenas mais um" torna-se hoje mais vasto, mais fresco, mais abrangente.
O "Apenas mais um" torna-se hoje mais vasto, mais fresco, mais abrangente.
Vidas mortas II
Quando o meu coração bate apertado em batidas tímidas e angustiantes tenho pena de ter abdicado da minha.
Saturday, July 09, 2005
Leve, breve, suave
Friday, July 08, 2005
Post "técnico"
Só agora descobri que as alterações que fiz no antigo template apenas surtiam efeito no browser Firefox, portanto decidi aplicar um novo e decidi também ter mais cuidado com eventuais mexidas.
Peço desculpa a todos quantos visitavam este blog utilizando o Internet Explorer porque estava realmente uma bela porcaria, para não utilizar termos mais "portugueses".
Peço desculpa a todos quantos visitavam este blog utilizando o Internet Explorer porque estava realmente uma bela porcaria, para não utilizar termos mais "portugueses".
Friday, July 01, 2005
Pitões das Júnias - a incompreensível química

Num momento em aqueles que visitam regularmente este "Apenas mais um" (se é que alguém o faz, mas a culpa é inteira e exclusivamente minha) devem ter reparado que está um pouco morto, venho colocar um post de uma ideia que estava esquecida e debaixo de uma pilha de "físicas e matemáticas". Bem, mas o que é facto é que ela resurgiu no momento certo; no momento em que procuro a abstracção (dentro do possível) do mundo que me tem rodeado.
Lembro-me de um dia folheares uma revista e de me saltar á vista um artigo acompanhado de algumas imagens desta aldeia de seu nome Pitões das Júnias, pela qual logo sentí uma química inexplicável acompanhada do desejo de não me ir deste mundo sem passar por lá. E algo me diz que mais cedo ou mais tarde, esta vontade estranha de pisar aquela terra acompanhado por quem comigo viveu esse desejo será saciada.
A incómoda quase certeza que me deram aquelas imagens de que aquele era o "nosso sítio" e que um pouco da minha realização pessoal passa por aquele local, fez-me ver um pouco o que sentem as pessoas que têm fé e que "comem e calam". Eu sinto-me um pouco assim, nada de concrecto me fez pensar assim acerca daquele ermo, apenas telepatia.
Estranho.
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