Queridos amigos,
Sinto a vossa falta. Não vivo sem as risadas que me arrancam, sem o sono que não vem quando algo de errado se passa. Não vivo sem as vossas palavras.
Escrevo-vos porque preciso de vós como do pão que nunca vão deixar faltar para a minha boca, porque me entrego, porque me desiludo, porque me surpreendo. Afinal sou uma criança ingénua que começa a gatinhar e vai ficar com os joelhos em ferida. Mas a pele rejuvenescerá e será mais forte do que a que não resistiu. Cicatrizes? Claro. Lembranças que não me abandonam. Lembranças de trilhos mal traçados, de avanços mal planeados, de noites em claro sem que vocês se apercebessem de que eu sofria quando nem tudo corria pelo melhor. Porque a minha intenção era boa, porque era puro.
Contudo obrigado. Obrigado por me ensinarem que o mundo era ingrato, sacrificando algo que não vos chegou sequer a ocorrer.
Afinal conseguirei sempre encontrar no bau aquilo que não me deixa sentir arrependimento.
Afinal vale sempre a pena recomeçar, e ficar feliz na esperança de que desta é que é!
Um abraço a todos, aos que o reconhecem e aos que não sabem que por ele também estão envoltos.
Wednesday, October 26, 2005
Saturday, October 15, 2005
Sinto-me
Sinto cada pedra que calco com a sola das minhas sapatilhas rotas e imundas de tanto ter andado em círculos á procura do nada, sinto o coração que volta a bater tímido e frágil próprio de quem viveu do nada, volto a sentir a melodia repetida das palavras que me pertencem e das quais me quis outrora separar a custo de nada. Volto! Sinto que volto e volto por que sinto, porque quero, porque a força regressou a mim, a força, ahhh a força. Voltou a confusão, voltou a incompreensão, afinal, (!) voltou a vida! Vou a correr dar a provar este elixir da vida que sempre achei não ter perdido mas que tardava a encontrar. Nunca me abandonou, muito pelo contrário teimava em mostrar-se e eu não o queria ver. Queria estar naquele poço a olhar para a corda partida a meio do caminho e a lamentar-me pela minha ganância de tudo querer levar dali para fora fazendo com que ela cede-se.
Agora estou cá fora, e sinto! Sinto! Sinto que o que deixei naquele buraco elameado era superfluo e estava a atrasar a minha caminhada.
Continuo feliz de encontro ao pôr-do-sol, com a trouxa que me resta a seguir-me presa no outro extremo do pau.
Agora estou cá fora, e sinto! Sinto! Sinto que o que deixei naquele buraco elameado era superfluo e estava a atrasar a minha caminhada.
Continuo feliz de encontro ao pôr-do-sol, com a trouxa que me resta a seguir-me presa no outro extremo do pau.
Sunday, October 09, 2005
Viver, sonhar e morrer.
"Sonha como se vivesses para sempre, vive como se fosses morrer hoje."
James Dean
Porque a vida é um mar turbulento do qual podemos esperar tudo, tempestades e bonança...
Há que viver sonhando, alimentando a alma, vestindo por vezes o surreal. Viver cada pedra de sal, cada gota de chuva, cada sorriso, cada toque, cada momento... Até ao derradeiro final, onde o livro será colocado na estante, esquecido.
Há que viver sonhando, alimentando a alma, vestindo por vezes o surreal. Viver cada pedra de sal, cada gota de chuva, cada sorriso, cada toque, cada momento... Até ao derradeiro final, onde o livro será colocado na estante, esquecido.
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