Podessemos nós abdicar do que é visto por olhares alheios e interpretado por mentes denegridas e o mundo seria melhor. Mas não, o nosso ego, por vezes inflamado assume o comando das nossas atitudes e domina o nosso quotidiano. Está-nos no sangue essa maldita dependência do que nos rodeia para que se possa caminhar de cabeça erguida, sem olhar para trás, com pompa e circunstância. Em vez disso estamos sujeitos por vezes a viver a vida que nos rodeia e não só a nossa. Tu menos, eu mais; hoje muito, amanhã pouco; não nos enganemos dizendo que sempre agimos segundo os nossos princípios, estão-nos no sangue os resquícios da aparência.
Há quem tente minimizar, há quem reconheça e condene em si tais vestígios, mas em contrapartida há quem faça de tal comportamento um estilo de vida, uma religião onde são Deus e como tal julgam pecadores escolhidos a dedo e os tentam aniquilar como se de vermes se tratassem.
O nosso primeiro passo em falso não terá perdão.
Saturday, July 16, 2005
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