Prendam-me as teias do bem estar, quero estar sempre debaixo da êxtase que me invade neste momento. Prometo não desiludir a redoma que cair sobre mim para me manter flutuante. Quero sempre este olhar que trespassa, este raciocínio prespicaz, esta eminência de explosão. Quero ser consumido pelo calor abrasador do sol que fere, quero abdicar do oxigénio quero pisar o chão da futilidade, quero mais do que tenho, quero sempre esta confusão que ilude, quero esta lucidez fictícia, o sonho eterno a ilusão que faz bem. Quero ser parte do que vejo, do que oiço, preciso de ser absorvido, fugir da relidade, quero a plenitude do prazer de que estamos privados, vejo-o tão longe, sinto-o tão perto, estou tão longe, quero-me tão perto.
Preciso de viagens pelo infinito mundo do desconhecido, preciso da novidade, de sacear a minha sede de emoções.
Estou capaz de encarar pela frente os meus medos, de os apunhalar pelas costas, de arrancar as suas cabeças imundas, de os triturar um por um.
Vejo a minha sombra actuar primeiro, pensar primeiro, morrer primeiro. Prevejo-lhe um futuro sorridente. Sorridente como a morte.