Saturday, June 18, 2005

Universal Traveller



I know so many
Places in the world
I follow the sun
In my silver plane

Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler

If you have a look
Outside on the sea
Everything is white
It's so wonderful

Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler

So far
So far
So far away

I met so many
People in my life
I've got many friends
Who can care for me

Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler

Trust fills everywhere ?
And tomorrow
Is a brand new day
Let's go somewhere else

Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler
Universal traveler

So far
So far
So far away
So far
So far
So far away
So far
So far
So far away
So far
So far
So far away.............


Wednesday, June 08, 2005

Vidas mortas

Apodreçam no fundo do vosso saco imundo, mas não venham cheirar mal para ao pé de mim. Morram contorcidos de dor por não terem seguido o caminho correcto.
NÃO TENHO PENA!
Aprendessem em vida a estabelecer objectivos, a pisar caminhos que vos garantissem um bom futuro, a abdicar das incompatibilidades com esses objectivos, com esses caminhos...
Quem sou eu, esta criança com medo de crescer, para falar de objectivos e futuros? Sou alguém que vê mais longe, alguém pronto a perceber o que está ou não correcto, pronto para as desilusões que possam vir como consequência desta maneira de ser, mas acima de tudo, alguém que voa com as suas prórias asas, alguém que se usa como meio de tranporte nas suas digressões a outros mundos.
Talvez esta revolta que cresce dentro de mim me tranforme num monstro, talvez a (in)justiça das minhas palavras se volte um dia contra mim.
NÃO TEMO!
Assumo os meus actos, assumo estas palavras que felizmente são minhas, assumo esta agonia que me consome a alma e me deixa à beira da loucura.
Assumo a ventania que vos toca a face.

Tuesday, June 07, 2005

Tantum Ergo

Meu Deus: aqui, onde não chega o teu amor,
É tudo igual
Ao teu gesto de desprezo...
A Vida não tem sentido,
E o próprio sol que nos mandas
Nem regela nem aquece!
Nem a cor da tua força
Parece!...

Tudo lembra
A inútil persistência
Dum rio a correr pró mar:
O mar nunca fica doce...
(Ah! se o teu amor viesse,
Outro tanto mar que fosse!...)

Assim,
Dizem que não vale a pena...
Apenas luto eu, por ser Poeta
E ser teu inimigo desde o berço!...
Os outros,
Caídos pelos caminhos,
Nem são homens, nem são nada!
São apenas, cada um,
Aquela tua lastimosa ovelha
Tresmalhada...

O Outro Livro de Job - Miguel Torga

Saturday, June 04, 2005

Refúgio

Prendam-me as teias do bem estar, quero estar sempre debaixo da êxtase que me invade neste momento. Prometo não desiludir a redoma que cair sobre mim para me manter flutuante. Quero sempre este olhar que trespassa, este raciocínio prespicaz, esta eminência de explosão. Quero ser consumido pelo calor abrasador do sol que fere, quero abdicar do oxigénio quero pisar o chão da futilidade, quero mais do que tenho, quero sempre esta confusão que ilude, quero esta lucidez fictícia, o sonho eterno a ilusão que faz bem. Quero ser parte do que vejo, do que oiço, preciso de ser absorvido, fugir da relidade, quero a plenitude do prazer de que estamos privados, vejo-o tão longe, sinto-o tão perto, estou tão longe, quero-me tão perto.
Preciso de viagens pelo infinito mundo do desconhecido, preciso da novidade, de sacear a minha sede de emoções.
Estou capaz de encarar pela frente os meus medos, de os apunhalar pelas costas, de arrancar as suas cabeças imundas, de os triturar um por um.
Vejo a minha sombra actuar primeiro, pensar primeiro, morrer primeiro. Prevejo-lhe um futuro sorridente. Sorridente como a morte.