Desce a noite escura, emerge a lua, pálida e imponente, uma brisa suave agita-me os cabelos.
Estou sentada na penumbra a olhar o céu. Meu corpo como morto já cedeu ao cansaço das jornadas diárias. Apenas sinto. O silêncio impõe-se vigorosamente. O mesmo silêncio que me sussurra ao ouvido, que me diz palavras doces. O silêncio que me faz falar com a lua, que me faz sentir o sabor quente a verão e a noite como se de chocolate se tratasse.
Silêncio... Silêncio que galga o corpo e me toca na alma, que sorri para mim. Neste momento só quero saborear este vazio que me lava por dentro. Fecho os olhos e adormeço. Sei que continuas aí, a fazer companhia à noite... e a mim.
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1 comment:
Sem dúvida, nada como os conselhos do silêncio.
O silêncio fala muito mais do que mil palavras, e se lhe juntas a lua então tudo se fecha num circulo que te envolve, porque ao olhares a lua que surge no céu, triste apesar de estar acompanhada das estrelas, porque não viu o seu sol nem por breves segundos, estás a cair nessa mesma tristeza.
Mas nunca te esqueças que por muito pouco que sejam os momentos que a lua encontra o sol, ele são tão intensos, que nós humanos nem temos a capacidade de olhá-los, porque o seu amor irradia tanta luz que nos tornamos incapazes de observá-los.
Estou a falar dos eclipses, talvez não consigamos olha-los porque também não conseguimos viver os momentos de encontro que a vida nos proporciona com tamanha intensidade...
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