De tantas voltas e reviravoltas darmos ás ideias e coisas "do outro mundo" que nos andam na cabeça, acabamos com uma dor de pensar (como Fernando Pessoa deixava sub-entendido em muitos dos seus poemas) que nos põe a um passo do abismo. Qual a solução? Deixarmo-nos cair sem saber se aparecerá durante a queda alguma núvem que nos salve correndo o risco de cairmos redondos no rio do desconhecido cuja foz é talvez inexistente ou continuar de pé sempre com a dor constante no pensamento e com a curiosidade em saber o que está para além? Diz-se que quem não arrisca não petisca mas também que um homem prevenido vale por dois. Quem sou eu? Um ser prevenido com a certeza de que nada me falta ou alguém pronto a arriscar e com plena confiança que a nuvém surgirá no momento certo para me deixar disfrutar as novidades do abismo e até quem sabe levar-me a viajar em segurança pelo rio do desconhecido e mostrar-me a sua foz.
Será ainda cedo para se ter estas certezas? Muito provavelmente. Enquanto isso o cocktail de ideias e incógnitas vai resistindo e provocando a incómoda mas pedagógica dor de pensar.
Disparate? Talvez.
Wednesday, January 05, 2005
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